Alexandre Annenberg diz que plano da Anatel para novas concessões é inadequado porque limita o alcance da plataforma usada no Brasil
Por Sara Silva
Com temas importantes em discussão, como a revolução da convergência e a expansão do mercado, que deve fechar o ano com um aumento no número de assinantes maior do que em 2009, a ABTA 2010 teve a presença maciça de autoridades envolvidas com o setor, o que é um sinal de respeitabilidade, na avaliação do presidente do evento, Alexandre Annenberg, em entrevista ao Portal BSD (www.portalbsd.com.br).
Senadores, deputados, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, além de outros representantes do órgão, e empresários das grandes redes de TV e de Telefonia discutiram os novos rumos do setor, entre os dias 10 e 12 de agosto, na maior feira de TV por assinatura, realizada em São Paulo.
De acordo com Annenberg, a convergência das mídias, os avanços tecnológicos e as mudanças nos conceitos trazem novos serviços ao mercado, e com tudo isso aliado o crescimento do poder de consumo da classe C, há uma projeção significativa de expansão do mercado. O número de assinantes de TV paga aumentou em torno de 18% nos últimos dois anos e no primeiro semestre de 2010 já saltou 13%, o que indica que o setor deve fechar o ano com um crescimento ainda maior.
“O mercado tinha deixado de crescer por falta de concessões. Com este novo plano de abertura e a entrada das teles, é bom para a concorrência, mas a forma nos preocupa porque é inadequada”, afirmou o presidente da ABTA.
Annenberg disse que a competição entre as empresas fica nos grandes centros e localidades mais distantes demoram para receber a banda larga, portanto, avalia que é necessário um modelo para viabilizar os médios e pequenos empreendedores locais levarem o serviço para estas regiões fora dos grandes eixos.
O presidente explicou que o planejamento da Anatel limita o alcance do MMDS, o que considera uma plataforma ideal para atingir este mercado “Com este planejamento que está sendo feito, se joga fora uma plataforma brasileira que só é usada aqui, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Temos que criar estas alternativas locais. O carro flex, por exemplo, também não existe em nenhum outro lugar do mundo e aqui deu certo”, resumiu.
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